Outubro Rosa – Desodorantes e Antitranspirantes

31/10/2020 08:18

O Projeto de Extensão em Educação Ambiental do NDI traz, essa semana, uma publicação especial para o mês de conscientização do câncer de mama.

Você sabia que ao contrário do que muitos pensam, o suor, que tem a função de refrescar o corpo, não cheira mal. É composto por 99% de água, cloreto de sódio, ácidos carboxílicos, ureia, proteínas e outros componentes, sendo praticamente estéril quando é excretado. O odor do suor surge após ser metabolizado pelas bactérias presentes na pele. Nesse processo o metanotiol e o ácido isovalérico são liberados, esses compostos são os principais responsáveis pelo mau odor. Para combater cheiros indesejáveis nas axilas, frequentemente usamos desodorantes e antitranspirantes.

Mas como esses produtos agem e quais efeitos sobre nosso corpo?

Desodorantes agem no combate ou disfarce do odor, controlando a população bacteriana através de componentes químicos antissépticos, como o álcool;  antitranspirantes (em sua maioria, também tem ação desodorante) diminuem a quantidade de suor através da obstrução dos ductos sudoríparos, impedindo a excreção do suor pela pele.

Compostos de cloreto de alumínio são os mais eficazes na ação antitranspirante, podendo aparecer nos rótulos como cloridrato, cloreto ou cloridróxido de alumínio. Na forma de um pó finíssimo, atua obstruindo os ductos sudoríparos. Quando um cosmético promete 24 ou 48 horas de proteção, o que determina isso é a concentração de sais de alumínio na fórmula – quanto mais substância, maior o tempo sem transpirar.

O alumínio pode adentrar o organismo humano por inalação, ingestão ou atravessando a pele. Nesse último caso, a pele oferece grande proteção contra fatores externos, desde que esteja íntegra. O uso da lâmina para a depilação da axila pode produzir pequenos cortes ou abrasões, que se tornam vias de entrada para substâncias externas, como os compostos contendo alumínio. O estudo Potential interference of aluminum chlorohydrate with estrogen receptor signaling in breast cancer cells – Potencial de interferência do cloridrato de alumínio na sinalização do receptor de estrogênio em células de câncer de mama – de 2018 demonstrou que ocorre absorção de alumínio, contido em compostos como o cloridrato de alumínio, mesmo pela pele íntegra, em pequena proporção na aplicação de dose única. Mas o uso contínuo e prolongado de substâncias desse tipo pode levar ao acúmulo de elementos como o alumínio nos tecidos humanos, incluindo o tecido mamário.

Diante disso, não há evidências concretas que correlacione o acúmulo de alumínio nos tecidos mamários com o câncer de mama, porém até hoje não foram realizados pesquisas de longo à longo prazo para análise desse metal no organismos humano e sua interferência no processo celular. A falta de evidências não é a evidência da falta de efeitos danosos.

Alternativas mais naturais e saudáveis são possíveis!

Indicamos abaixo uma solução de desodorante natural, ou seja, Faça você mesmo.

A desvantagem dos desodorantes caseiros é que a proteção é menos duradoura, mas não há contraindicação em aplicar o produto mais de uma vez por dia, o que pode ser necessário dependendo da intensidade de sua transpiração.

O que você sabe sobre buchas vegetais?

01/10/2020 16:27

Bucha Vegetal

A esponja sintética é um item comum na cozinha dos brasileiros. Mais de 90% das esponjas utilizadas são enviadas direto para o aterro sanitário, no lixo comum. Em sua degradação esse tipo de material fragmenta-se até atingir tamanhos microscópicos. Essas partículas plásticas não se degradam no ambiente e o sistema de tratamento de água não consegue filtrá-las. Já a bucha vegetal (Luffa aegyptiaca), fruto de uma trepadeira da família das curcubitáceas (abóbora, melancia, pepino e cabaças pertencem à essa família) é uma alternativa mais sustentável e econômica, 100% biodegradável, podendo, inclusive, ser compostada.

esponja comum de cozinha tem o seu descarte aconselhado entre sete a quinze dias de uso e, ironicamente, este item tão utilizado para manter a limpeza é um dos mais sujos da sua cozinha, abrigando milhões de bactérias. A bucha vegetal apresenta menor contaminação bacteriana; não risca a louça; podendo ser usada por até dois meses. Com maior durabilidade e menor impacto ambiental, pode representar ainda uma boa economia para quem tem espaço para cultivá-la em casa, ou então, fortalecer a agricultura familiar adquirindo-as em feiras.

Durante o período de uso da bucha vegetal é importante mantê-la higienizada. Você pode fazer isso deixando-a submersa por 15 minutos, em um recipiente de vidro, numa solução de água fervente, com uma colher de sopa de bicabornato de sódio e uma colher de vinagre de álcool. Esse processo aumenta a durabilidade da bucha vegetal e remove sujeiras e bactérias.

Milhões de esponjas são descartadas, anualmente, de forma incorreta e por terem um tempo indeterminado de decomposição, podem ocasionar consideráveis impactos ambientais. Pensando nesta demanda, a Scotch-Brite da 3M se uniu à TerraCycle para criar o Programa Nacional de Reciclagem de Esponjas, voltado à coleta e processamento desse resíduo.

Na UFSC, contamos com um ponto de coleta localizado no primeiro andar do prédio da Engenharia Ambiental e Sanitária, no Centro Tecnológico, em cima do coletor da Coleta Seletiva da UFSC.

 

Para saber mais, acesse os sites:

https://www.scotch-brite.com.br/3M/pt_BR/scotch-brite-br/terracycle/

https://www.ecycle.com.br/component/content/article/57-plastico/200-o-que-fazer-com-a-esponja-de-cozinha.html

https://www.ecycle.com.br/postos/reciclagem.php

https://www.terracycle.com/pt-BR/brigades/brigada-de-esponjas-scotch-brite#how-it-works

(esponjas de qualquer marca podem ser enviadas para este programa).

https://ufscsustentavel.ufsc.br/2018/09/25/ponto-de-coleta-de-esponjas-na-ufsc/

Estamos à disposição através do e-mail ambienta.ndi@gmail.com